quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

"Garota, Interrompida"

Oiiiiiii.
FELIZ   2015  GALERSSSSS !
Tudo bem com vocês?
Espero que tenham tido um ótimo final de ano e tenham se despedido de 2014!
Bom, hoje vim aqui fazer uma resenha de um livro chamado: "Garota, Interrompida" da autora Susanna Kaysen. O livro é uma autobiografia e não sei se vocês já assistiram, mas existe um filme baseado nesse livro, com o mesmo título.
Bom, vou falar do livro, que é completamente diferente do filme.
O livro conta a história de Susanna, uma jovem de 18 anos que está numa fase complicada, pois está saindo da adolescência e entrando na fase adulta. Ela tenta se matar e então é internada voluntariamente num hospital psiquiátrico e lá conhece algumas meninas que ao longo do livro se tornam suas melhores amigas e companheiras. O livro não foi escrito numa ordem cronológica, lógico que ele possui começo, meio e fim, mas você tem que ficar atento para não se perder no decorrer da história. Ele é escrito na forma de relatos, por isso muitas vezes você se perde.
Achei incrível. Primeiramente porque gosto de livros e situações baseadas no psicológico, segundo porque ele não tem absolutamente nada de parecido com o filme, parecem duas histórias completamente diferentes. Me identifiquei com a crise de Susanna, pelo fato dela estar passando por essa fase de amadurecimento da qual não estamos preparados e simplesmente entramos nela, sem saber a entrada e saída. Aprendi um pouco mais sobre o comportamento humano, pois as amigas de Susanna, sofrem todas de problemas psiquiátricos, como esquizofrenia, mentiras compulsivas, anorexia, etc... E as aventuras que elas possuem dentro e fora do hospital é como elas aproveitam suas vidas. Muitas querem sair, outras nunca sairão, etc... E isso me fez questionar minha sanidade, e a dos outros. O que difere essas garotas de nós? Será que elas são exatamente como nós, porém de uma maneira ampliada? Susanna faz muitos questionamentos sobre a vida, que eu também faço, aliás, um dos "problemas" diagnosticados nela, é que ela questiona muito as coisas, ela mesma, etc. Não acho que isso seja um problema, aliás, acho que a falta do questionamento é.

ATENÇÃO: SPOILERS

Susanna é diagnosticada com a síndrome de Borderline, que é um transtorno de personalidade, e depressão.. Porém, ao longo da história, ela, juntamente com os leitores, vão descobrindo que seu diagnóstico, não é psiquiátrico, pois ela não tem problema nenhum. Seu único problema é guardar tudo para si, não colocar pra fora o que sente. Quando ela descobre como fazer isso, é fantástico, pois ela se sente mais livre. E o fato de ter tentado se matar, não signifique que ela sofra de depressão, mas sim, que naquele momento, teve um surto exatamente por puro cansaço, tanto físico, quanto emocional e psicológico. Quando ela sai do hospital, após ser dada como curada, ela percebe que perdeu dois anos de sua vida, mas também aprendeu muito. Que ela teve sua maturidade, interrompida.
O final é de uma tristeza só, quando ela se compara a um quadro de uma galeria. Uma garota interrompida em sua própria música, querendo viver, mas está presa e triste é comparada a si mesma, pois sua juventude lhe foi roubada no hospital psiquiátrico e foi presa a uma tela, congelada por um momento. E a garota do quadro só queria que alguém olhasse para ela, exatamente como Susanna, mas agora ela entendia isso.  
Foi um dos melhores livros que já li. Recomendo 100% para quem as vezes se sente confuso, deprimido, quer um porque para tudo e se acha louco por não saber lidar com seus sentimentos. Na realidade, o que precisamos as vezes é parar um pouco e começar a colocar pra fora, não deixar os sentimentos ficarem armazenados conosco.  


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