quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Assisti o filme: "Birdman - (A inesperada virtude da ignorância)"

O que dizer a respeito de "Birdman" sem usar as palavras incrível, maravilhoso, triste, e dizer que deveria ganhar o Oscar com toda a certeza.
Bom, "Birdman" é um filme que conta a história de um ator frustrado que interpretou um super herói no cinema, mas quando decidiu não assinar um contrato para o quarto filme, acabou sendo esquecido e agora está tentando a vida na Broadway com uma peça escrita por ele, mas as coisas não vão bem, sem contar que ele possui uma briga interna entre ele e o herói "Birdman", que no caso é ele mesmo.


Achei sensacional o filme ter feito analogia aos atores e aos super heróis, pois enquanto você é um herói ou um personagem que está em alta e todos amam, você se torna incrível, mas bastou uma pequena atitude e você se queima para sempre. O filme também retrata a realidade dos dias de hoje, onde tudo se resume a status, fama, curtidas, visualizações, redes sociais, internet, celulares, entre outros, ou seja, uma exposição rasa. Também fala sobre as pessoas, principalmente os atores serem rotulados e terem seus trabalhos rotulados também. Sobre o ego que está em alta e sobre o estrelismo, porque mesmo que um ator seja estrela e aja como um idiota, desrespeitando tudo e todos, se ele vendo é o que interessa. Mas o filme fala principalmente sobre frustração e que quando isso acontece, as pessoas se acomodam, porém essa acomodação causa uma perturbação, depressão, loucura, etc., que no caso do personagem principal, Riggan Thomson, era a voz que ele ouvia. Ele queria apenas ser livre, feliz, ou seja, ser ele mesmo e poder mostrar isso pras pessoas, porque a visão que elas tinham dele era de perdedor, mas por dentro ele era tão forte... e por fora também, mas faltava oportunidade de mostrar isso.
Nem preciso comentar do elenco que estava simplesmente incrível, com Michael Keaton, Zach Galifianakis, Edward Norton, Andrea Riseborough, Amy Ryan, Emma Stone, Naomi Watts, Lindsay Duncan, etc., extremamente intensos e interpretando de dar gosto. A câmera se movimentava o tempo todo e a ideia que passava é de que não parava, que é exatamente como funciona o backstage de uma peça, e durante os ensaios também. O cenário era sempre muito escuro, mostrava corredores vazios e tudo se passava dentro do teatro.
Achei o filme triste e me afoguei em lágrimas. Me identifiquei, pois afinal, estou na mesma profissão e na nossa cabeça, somos todos heróis... Ah, como seria bom se todos pudessem enxergar isso, nos ver como nos vemos, pois afinal, sempre vamos estar presos a nós mesmos.
PS: Assistam "O Grande Hotel Budapeste", "Men, Women & Children" também porque são filmes incríveis.

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